terça-feira, julho 25, 2017
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Casal morto foi vítima de quadrilha de PMs

Quatro policiais militares e um quinto suspeito são apontados pela polícia como os responsáveis pelo latrocínio do projetista industrial Renato Giffoni Habib, 58 anos, e da esposa dele, a dona de casa Nélida Cristina Oliveira Habib, 55. O casal foi morto a tiros em 25 de setembro do ano passado dentro da casa onde vivia com o filho, o estudante de engenharia mecânica Bruce Habib, 25. Em seguida, os criminosos roubaram pertences da família e fugiram.

Já estão presos, no centro de custódia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Lauro de Freitas, os policiais militares Ronaldo Pedro de Souza, 44, que trabalha no subcomando geral da Polícia Militar, no Quartel dos Aflitos, e Marcos Vinícius de Jesus Borges Ciríaco, 32, que é lotado na Rondesp BTS.

Jonas Oliveira Góes Junior, 41, da 35ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Iguatemi) está internado com problemas respiratórios no Hospital Aeroporto e será encaminhado, em seguida, para o Batalhão de Choque. O também policial militar Henrique Paulo Chaves Costa, 36, do Batalhão de Guardas, cumpre prisão domiciliar após passar por uma cirurgia. Já o quinto envolvido, Diogo de Oliveira Ricardo, 29, está no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

Denúncia
Todos foram denunciados pela polícia por duplo latrocínio (roubo seguido de morte) consumado, no caso de Renato e Nelida, e por latrocínio tentado, no caso de Bruce. O Ministério Público também denunciou o grupo por formação de quadrilha. Os suspeitos podem ser condenados a até 30 anos de prisão por cada latrocínio consumado e mais 10 anos pela tentativa de latrocínio. Os PMs respondem também a um inquérito dentro da Corporação que pode resultar na demissão de todos os envolvidos.

Diogo foi preso em 2010 por porte ilegal de arma e novamente em dezembro de 2016, dois meses depois da morte do casal, por extorsão. Nesse último crime ele contou com a ajuda dos soldados Ronaldo, Henrique e Jonas. Todos foram presos em flagrante, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Na época, eles estavam com nove armas. A polícia aguarda o laudo da perícia para saber se elas foram usadas no latrocínio do casal de Placaford. O Departamento de Polícia Técnica também vai determinar quem dos presos atirou em Renato e Nelida.