terça-feira, setembro 19, 2017
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Os 10 hábitos que precisam ser mudados para ganhar mais tempo de vida



O número de brasileiros portadores de doenças crônicas cresceu na última década. De acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 61,8% de casos de diabetes e de  14,2% de hipertensão. Além disso, mais da metade da população está acima do peso e 18,9% dos brasileiros estão obesos.

Esses problemas estão associados, principalmente, a maus hábitos alimentares e de vida. A pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), ouviu 53.210 pessoas com mais de 18 anos nas capitais do país. De acordo com o endocrinologista Fábio Trujilho, a obesidade e o sedentarismo são os principais responsáveis pelo o significativo aumento do número de diabéticos no Brasil.

Segundo especialistas de diferentes áreas e listou 10 alimentos e costumes do dia a dia que aumentam o risco à saúde, e como fazer para evitar esses problemas e ter uma vida mais longa.

Os males x Os antídotos

Açúcar  branco

Sofre adição de produtos químicos para atingir a coloração branca e neste processo perde vitaminas e sais minerais. Tem valor calórico entre 5 e 10 vezes maior que a maioria das frutas. Seu consumo em excesso pode causar obesidade e diabetes.

Antídoto: Segundo a nutricionista Graziela Brandão, o ideal é reduzir ao máximo as doses de açúcar, ou utilizar tipos com índices glicêmicos menores, como o de coco. Os diabéticos devem evitá-lo.

Sal refinado

O refino retira a maioria dos minerais, à exceção de sódio e cloreto. O consumo excessivo pode levar à hipertensão, doenças cardiovasculares, renais e câncer .

Antídoto: Graziela recomenda tirar o saleiro da mesa na hora das refeições. Além disso, as pessoas devem ficar atentas ao consumo de molhos prontos, comidas congeladas e temperos industrializados pois usam o sódio em excesso. O consumo adquado de sla é de apenas 5g/dia.

Grãos processados  (arroz branco e outros)

Têm menos fibras que grãos  integrais. Possuem alto índice glicêmico e por isso aumentam o risco de diabetes, câncer de intestino e de acúmulo de gordura abdominal.

Antídoto: A receita é seguir a recomendação do jornalista americano Michael Pollan:  “Não coma nada que sua avó não reconheça como alimento”.  A nutricionista recomenda o uso de farinha de trigo integral e ingredientes menos processados, como farelos e flocos, em substituição às farinhas processadas.

Refrigerante

Antídoto: A nutricionista recomenda a substituição da bebida por água de coco, água aromatizada com frutas, sucos naturais sem açúcar e até mesmo água com gás mas com baixo teor de sódio.

Tabaco

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tabaco é responsável por 6 milhões de mortes em todo o mundo. Ele é fator de risco para cerca de 50 doenças. O endocrinologista Fábio Trujilho explica que o cigarro está intimamente ligado ao diabetes. “Ainda não se sabe ao certo como se dá essa associação, mas ela existe”, disse.

Antídoto: O cardiologista Luiz Ritt orienta às pessoas que ainda fumam a procurarem ajuda especializada para se livrarem do vício. “É importante esse tipo de ajuda para que as pessoas parem e não retornem”, justifica.

Álcool

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o consumo excessivo de álcool pode  causar dependência química e problemas como cirrose, pancreatite e câncer, além de doenças cardíacas. Além disso, al alterar estados mentais, o consumo desta droga legalizada está associado a mortes no trânsito e a demais comportamentos de riscos, a exemplo da prática de  sexo  sem camisinha.

Antídoto: Da mesma forma que o tabaco, a recomendação é uma só: parar. A orientação vale para as pessoas que sofrem de problemas mais graves ou são dependentes. Para as demais, é melhor evitar ou restringir ao máximo o consumo.

Beber pouca água

A ingestão de no mínimo 2 litros de água por dia evita problemas renais. O dentista Mateus Dias conta, ainda,  que beber pouca água pode aumentar o risco de aparecimento de cáries e provocar mau hálito, uma vez que a salivação fica comprometida.

Antídoto: Aplicativos disponíveis para smartphones lembram de que está na hora de hidratar o corpo. Eles podem ser baixados gratuitamente.

Estresse

De acordo com o cardiologista Luiz Ritt, o estresse funciona como gatilho para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou  infartos.  “Nas pessoas que têm fatores de risco, uma situação estressante pode levar a um aumento de pressão e desencadear um infarto”, diz. O estresse libera cortisol no organismo,  o que eleva o risco de diabetes.  De acordo com a psicóloga Luciana Ventin, as pessoas devem estar atentas ainda à síndrome de Burnout, que é o esgotamento profissional decorrente de estresse prolongado no trabalho. A síndrome pode levar à depressão e ao suicídio.

Antídoto: A psicóloga recomenda que as pessoas dediquem à saúde mental a mesma atenção aplicada à saúde do corpo. “Do mesmo jeito que fazem exames médicos de rotina, devem fazer exames psicológicos”. Aconselha, ainda, atenção às reações do organismo em situações tensas para procurar ajuda especializada.

Sedentarismo

Quarto fator de risco de morte no mundo, de acordo com a OMS, o sedentarismo contribui para a disseminação de diabetes, obesidade e infarto. Segundo o educador físico Guilherme Valero, pessoas sedentárias sofrem perda de massa muscular, dores articulares e baixa autoestima.

Antídoto: Valero recomenda que as pessoas façam da atividade física um momento de prazer. Para isso, é necessário encontrar o esporte que mais a agrada. “Eu sempre falo que o exercício mais completo é o que dá mais prazer”.

Glúten

Dieta sem glúten é recomendada para pessoas que sofrem de doença celíaca, enfermidade autoimune que gera danos à mucosa intestinal. A nutricionista Graziela Brandão explica que quem sofre deste mal não pode sequer compartilhar talheres usados para cortar pães.

Antídoto: A alternativa para quem quer fugir do glúten é o consumo de pães feitos de raízes ou a substituição dos  pães por  tapioca ou por raízes cozidas