Câmara aprova a reforma da previdência no primeiro turno

Após oito horas de debates, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o texto base da reforma da Previdência.

Ao todo, 508 dos 513 deputados registraram presença no plenário. Cada deputado registrou seu voto no sistema. O placar foi de 379 votos a favor a 131 contra.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que discursou antes do anúncio, se emocionou e foi às lágrimas após o anúncio da aprovação. Alguns deputados gritaram “Brasil, Brasil”.

Enquanto a votação ocorria, outros deputados podem subir à tribuna para discursar. O primeiro a falar foi o líder da Maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Em discurso, o líder do PSL, Delegado Waldir (GO), elogiou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o responsabilizou pela condução da tramitação da reforma na Casa. Emocionado, Maia chorou, sob aplausos dos parlamentares.

Ainda durante a orientação de voto, o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), orientou voto favorável à reforma, assim como o líder do Novo, Vinicius Poit (SP). O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), orientou voto contrário à reforma. O presidente da comissão especial da reforma, Marcelo Ramos (PL-AM), também defendeu a aprovação da reforma. A líder da Rede, Joenia Wapichana (RR), orientou voto contrário à reforma. O PV liberou sua bancada, e o Avante orientou sim.

Depois dessa votação, a Câmara analisará os destaques. São pelo menos 15, que se forem aprovados vão alterar trechos da proposta. O número pode variar ainda, já que há possibilidade de retirar destaques a qualquer momento.

Os destaques apresentados propõem mudança nas regras para aposentadorias de mulheres, policiais federais e professores, e também se referem ao pagamento de pensão por morte e abono salarial, entre outros pontos.

A reforma ainda passará por votação em 2º turno na Câmara e outras duas votações no Senado.

Emendas
Com a chegada da votação da reforma da Previdência, o governo abriu mais uma vez os cofres e liberou R$ 171,916 milhões em emendas parlamentares para a saúde. A liberação foi publicada em edição extra do Diário Oficial nesta quarta-feira, 10.

Com isso, subiu para R$ 1,34 bilhão o montante autorizado pelo governo para gastos com recursos de emendas parlamentares desde o início desta semana, em que o governo trabalhou para garantir os votos para a aprovação da reforma previdenciária. O valor corresponde a 1,03% do total do orçamento da saúde para o ano, de R$ 130 bilhões.

O governo já havia liberado outros R$ 38,578 milhões e, na segunda-feira, outros R$ 1,13 bilhão também tinham sido repassados, todos para a área saúde. Na edição extra de hoje, foram publicadas quatro portarias destinando recursos da cota dos parlamentares para a Atenção Básica, Média e Alta Complexidade. Outras 38 portarias haviam sido publicadas desde segunda-feira com outras destinações de recursos de emendas.

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