Chuvas no Rio de Janeiro: sexta vítima é encontrada soterrada

Temporal causa danos na cidade do Rio de Janeiro. Na avenida Niemeyer, que liga os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, deslizamento atingiu um ônibus, que acabou tombando sobre a ciclovia na encosta da pista.

Os bombeiros conseguiram retirar, por volta das 13h50 desta quinta-feira (7), o segundo corpo de dentro de um ônibus atingindo por uma árvore na avenida Niemeyer, zona sul do Rio, durante a forte tempestade que atingiu a cidade na noite anterior.

Com isso, o número de mortos na capital fluminense subiu para seis. As autoridades ainda não confirmaram a identidade da vítima. Os bombeiros informaram que não há mais vítimas dentro do coletivo e que as buscas foram encerradas.

Mais cedo, as equipes já haviam encontrado o corpo de uma mulher dentro do veículo que teve a parte dianteira praticamente esmagada durante o desmoronamento de uma encosta do Vidigal. A avenida Niemeyer, que liga o Leblon a São Conrado, é uma das principais de acesso entre as zonas sul e oeste e continua interditada nos dois sentidos.

O motorista conseguiu sobreviver. Ele foi retirado do ônibus pelos bombeiros com ferimentos. 

Além das duas vítimas do ônibus, uma terceira pessoa morreu por causa da queda de um muro também no Vidigal. Outras seis pessoas foram resgatadas na comunidade.

Em Barra de Guaratiba, na zona oeste, uma casa desabou na estrada da Vendinha, matando mãe e filho e deixando feridos o pai e outro filho. Eles foram levados para o hospital Lourenço Jorge, na zona oeste. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os dois continuam internados, mas têm quadro de saúde estável, contudo sem previsão de alta médica. 

Na comunidade da Rocinha, na zona sul, um deslizamento de terra matou uma mulher.

Também na avenida Niemeyer, parte da ciclovia Tim Maia desabou por conta do temporal. Em abril de 2016, a ressaca do mar derrubou parte da estrutura, matando dois homens.

Apesar de as chuvas terem perdido a intensidade, segundo Alerta Rio –radar meteorológico da prefeitura–, a probabilidade de deslizamentos ainda era alta na região da Barra/Jacarepaguá e muito alta na zona sul carioca, de acordo com último boletim divulgado ao meio-dia. 

Entre as 18h e a meia-noite de ontem, choveu mais do que a média de chuva previstas para o mês nas estações de monitoramento do Centro de Operação Rio instaladas no Vidigal (161,2 mm), Rocinha (164 mm) e Jardim Botânico (142, 6 mm). Em Copacabana (83,4 mm) e na Barra/Riocentro (112 mm) choveu nesse período o equivalente a média histórica de fevereiro.

Segundo boletim divulgado às 14h pelo Centro de Operação Rio, a previsão para as próximas horas é de que as chuvas sejam entre fracas e moderadas na cidade. A partir da tarde desta sexta-feira (8), as precipitações devem ficar mais intensas e podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

NIEMEYER SEM PREVISÃO DE LIBERAÇÃO

Em decorrência dos trabalhos de resgate no ônibus, a avenida Niemeyer está interditada nos dois sentidos. O diretor da CET-Rio, Joaquim Dinis, havia dito mais cedo que é possível que a via não seja liberada hoje.

“O grande problema de liberação é na Niemeyer, porque há muito material na via por causa do deslizamento. Estamos trabalhando para retirar, mas é um trabalho delicado por causa da posição do ônibus. Talvez hoje a gente não consiga liberar a via”, disse.

Por isso, quem está no Vidigal, no hotel Sheraton e nos condomínios próximos não consegue entrar nem sair dos seus locais. 

Segundo a CET, uma rota alternativa é o túnel Zuzu Angel, mas quem transita pela via encontrou dificuldades pela manhã, devido a queda de uma árvore. A via já foi liberada.

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