Sábado, Agosto 18, 2018
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Educadores e Educadoras debatem diretrizes curriculares da agroecologia e educação do campo


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Encontro reuniu cerca de 300 profissionais em Medeiros Neto, Extremo Sul da Bahia

De 02 a 04 de agosto, aconteceu o XXXI Encontro de Educadores e Educadoras da Regional Extremo Sul com tema “Escolas do MST : Desafios por uma educação do campo, popular, socialista e agroecologia”. Profissionais da educação das escolas do campo das áreas de assentamento e acampamentos da Reforma Agrária da região debateram o tema no Centro Territorial de Educação profissional (CETEP) Extremo Sul, em Medeiros Neto.

O encontro resgatou a mística do Movimento Sem Terra , reforçando a participação e o comprometimento com a educação de qualidade no campo.

Eliane Kai, do Setor Regional de Educação, contou que começaram a preparação do encontro “no início de janeiro deste ano e, no mês de agosto, realizamos seminários nas brigadas debatendo o tema, com a finalidade de preparar os educadores para esse desafio.”

O evento teve programação dinâmica, para que os participantes pudessem assumir a responsabilidade de, a cada dia, construir uma educação agroecológica a partir de princípios socialistas.

Programação

Durante os três dias, os participantes puderam participar de palestras, rodas de conversas, oficinas e socialização para trocar experiências sobre as atividades agroecológicas que as escolas vêm vivenciando diariamente.
De acordo com a educadora Rita de Cassia do Santos, da Escola Municipal Margarida Alves, no município de Itabela, “esse, sem dúvida, foi o melhor encontro realizado em nossa regional. Isso nos enriquece como educadores que acreditamos na educação agroecológica e socialista como caminho para transformação.”

Kai afirmou que saiu realizada do encontro, “apesar da maratona de estar há um mês em contato direto com Educadores e Educadoras debatendo o tema e se preparado para o regional.” Ela disse ainda que, “agora, é hora de darmos continuidade e colocarmos em prática tudo o que foi aprendido durantes esses três dias, pois, como dizia Darcy Ribeiro, ‘o conhecimento só tem validade quando é compartilhado e repassado’.”