Homem é preso por mandar matar mulher de ex-namorado da filha

Dois homens foram presos neste domingo (10) em Juazeiro, Norte da Bahia, por suspeita de envolvimento no assassinato da professora Élida Márcia de Oliveira Nascimento Souza, 32 anos, no último dia 20.

O crime, que segundo a polícia foi a mando do ex-sogro do marido da vítima, ocorreu no bairro Alto do Alencar, quando Élida saía para o trabalho em seu carro, junto com o marido Lázaro Pinheiro e a filha dela, de 2 anos. Um dos criminosos que estavam numa moto, disparou cinco tiros, matando a professora na hora.

O marido da vítima estava sentado no banco do motorista e se feriu apenas com estilhados de vidro. Já a menina não sofreu ferimentos – ela estava no banco de trás do veículo e Élida no banco do carona.

Os suspeitos do crime são Railton Lima da Silva e Edivan Constantino, presos depois que a Polícia Militar reconheceu, durante abordagem de rotina, a moto usada para cometer o assassinato.

A Polícia Civil informou que eles tiveram a prisão temporária decretada, sem esclarecer se elas são de 5 ou 30 dias. Nesta segunda-feira (11) haverá audiência de custódia e as prisões temporárias deverão ser convertidas em preventivas.

Ex-sogro de marido da vítima
Edivan, que já tem passagem pela polícia por homicídio, é apontado como mandante do crime e Railton como piloto da moto usada no homicídio. O atirador, identificado como Maicon Neves dos Santos, está foragido.

A delegada Lígia Nunes, coordenadora da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Juazeiro, disse que Edivan era ex-sogro do marido da professora e mandou matá-la para Lázaro ficar livre para a filha dele, que não terá o nome divulgado por não haver mandado de prisão contra ela.

Segundo as investigações, ela não aceitava o fim do relacionamento com Lázaro, ocorrido em outubro de 2018 – não foi informado por quanto tempo eles ficaram juntos. A suspeita, segundo a delegada, teria, inclusive, cortado a energia da casa onde Lázaro morava sozinho.

A polícia informou também que o caso não se enquadra como feminicídio porque não foi um crime cometido pelo fato de a vítima ser mulher, e sim porque o mandante desejava que o marido da vítima ficasse livre para se relacionar com a filha.

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