Sábado, Julho 21, 2018
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Julgamento de acusados de morte de radialista entra em seu terceiro dia


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Júri popular julga 4 acusados; crime ocorreu há mais de 20 anos.

O julgamento dos quatro acusados de envolvimento na morte do Radialista Ronaldo Santana, ocorrido há mais de 20 anos, entrou no terceiro dia em Eunápolis, nesta quarta-feira (16).  O júri popular começou na segunda-feira (14) e a expectativa é de que o resultado saia ainda nesta quarta-feira (16).

O julgamento ocorre no Fórum Albiani. Os quatro réus são o ex-prefeito de Eunápolis, Paulo Dapé, o atual vereador Valdemir Batista Oliveira, o bancário Antônio Oliveira Santos e a Ialorixá Maria Sindoiá.

Os quatro réus foram denunciados pelo o autor dos disparos, o ex-policial militar Paulo Sérgio Lima, que já cumpriu pena pelo assassinato. Na época, Paulo Dapé era prefeito de Eunápolis e os outros três eram funcionários comissionados da prefeitura.

A partir da denúncia do atirador, todos os citados foram acusados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de envolvimento na morte do radialista, que apresentava na época um programa que fazia críticas à gestão municipal.

O radialista foi morto a tiros no dia 9 de outubro de 1997, quando passava perto da Feira do Bueiro, indo para o trabalho. Ele estava com o filho, que era menor de idade, quando dois homens em uma moto se aproximaram e atiraram.

“O fato deles estarem colocados como réus significa que já houve uma imputação criminal, ao longo do processo, contra essas pessoas. Então, o que o julgamento vai avaliar é se realmente a imputação feita pelo Ministério Público é uma imputação verdadeira ou falsa segundo o convencimento dos jurados”, explica o promotor do MP-BA, Luís Ferreira Neto.

A defesa tenta comprovar a inocência dos réus negando que eles teriam qualquer envolvimento no crime. “A prova que tem no processo é uma prova pálida, uma prova que não autoriza a condenação de nenhum dos acusados”, disse o advogado Maurício Vasconcelos, que atua na defesa do ex-prefeito de Eunápolis, Paulo Dapé.

Os advogados de Valdemir Oliveira, Antônio Oliveira Santos e Maria Sindoiá também defendem que o ex-policial mentiu nos depoimentos e que não há provas que sustentem a acusação.

No primeiro dia de julgamento, na segunda-feira, foram selecionados os jurados: 7 homens. As 14 testemunhas listadas foram dispensadas. À tarde, os réus foram interrogados. A fase dos debates entre defesa e acusação deve ser concluída nesta terça-feira. Não foi registrada a presença de familiares do radialista no primeiro dia do júri.

 

Reproduzido por Namidianews.com.br|Créditos:BahiaDiaAdia