Por que quase não existem mosquitos nos parques da Disney?

Foto: Divulgação

Você sabia que doenças transmitidas por mosquitos representam 17% das doenças infecciosas no mundo? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os mosquitos são responsáveis pela morte de 700 mil pessoas todos os anos. O combate a esse tipo de enfermidade é uma preocupação no mundo inteiro, principalmente em áreas quentes do planeta.

Então imagine agora montar um parque importante e movimentado como o Walt Disney World, numa região de clima subtropical como o estado da Flórida, sem o incômodo de mosquitos e transmissão de doenças. Seria possível?

A resposta é sim. No complexo de parques da Disney, a incidência de mosquitos é muito pequena e é resultado de uma rede de estratégias que visam a melhor experiência possível aos turistas no mundo mágico.

Saiba abaixo as principais táticas usadas pela Disney.

Criação de galinhas

As “galinhas sentinelas” podem avisar quando um vírus de mosquito está a solta na Disney (Foto: Shutterstock)

A criação de galinhas contra a proliferação de mosquitos é uma tática usada não apenas nos parques da Disney, mas também em áreas rurais ao redor do mundo. Nos parques da Walt Disney, elas são chamadas de “galinhas sentinelas”.

Essas galinhas são monitoradas constantemente e, se um vírus de mosquito aparecer em seu sangue, a Disney dobra os cuidados na área afetada para que a doença não chegue aos visitantes.

Estudo de espécies

Na Disney os mosquitos são capturados e estudados (Foto: Alana Mascarenhas/Divulgação)

A ciência é uma arte muito poderosa no combate aos mosquitos. Na Disney, existem várias armadilhas para capturar mosquitos nas áreas mais arborizadas do parque.

Ao atrair os mosquitos para um recipiente com rede, os mesmos são enviados para um laboratório e congelados. A partir daí começa um estudo minucioso da origem desse mosquito, quantos ovos ele pode pôr, qual sua idade e etc. Dessa forma, a Disney sabe quais métodos serão mais eficientes no combate.

Pulverização

Na Disney o pesticida é a base de alho líquido para não “poluir” o ambiente dos parques (Foto: Shutterstock)

Talvez o método mais comum contra mosquitos seja a pulverização de algum inseticida. Porém, na Disney existe um cuidado vindo do próprio Walt quanto aos produtos liberados no ar.

Segundo o livro “Top Disney: as 100 melhores listas do melhor da Disney” , escrito por Christoper Lucas, Walt Disney não queria ‘estragar o ambiente’ com pesticidas químicos, por isso o parque usa um natural: alho líquido.

A solução é borrifada na área ao redor dos parques numa quantidade muito pequena para a percepção humana, porém eficaz para espantar os mosquitos.

Água corrente

Quando ainda estava construindo o parque na Flórida, Walt Disney conheceu o engenheiro William “Joe” Potter e o contratou para planejar todo o sistema de controle de pragas do local.

Foi ideia de Joe implementar um sistema de águas correntes em toda a extensão do parque para evitar o depósito de larvas. Não é do conhecimento dos visitantes, mas nenhuma água fica totalmente parada por lá. Joe construiu valas que ajudam a água a circular e não se acumular.

Arquitetura

Castelo da Cinderela, no Walt Disney World Resort (Foto: Divulgação/Walt Disney World)

Também foi Joe Potter quem pensou na construção de todos os edifícios e prédios da Walt Disney World de maneira que nenhum canto acumulasse água. “Todos os edifícios são construídos de modo que a água flua diretamente neles. Com todas as tempestades, se a água fosse capturada nos prédios, isso formaria uma piscina e os mosquitos chocariam seus ovos”, explica Christopher Lucas em seu livro.

Paisagismo

A Disney usa peixe-mosquito em lagos para que as larvas dos mosquitos não proliferem no parque (Foto: Shutterstock)

Na obra “Top Disney: as 100 melhores listas do melhor da Disney” é revelado também que até as plantas do parque são pensadas de maneira a repelir os mosquitos.

As espécies escolhidas para enfeitar o parque são aquelas que não têm acumulo de água. Além disso, em grandes recipientes como tanques ou lagos, são colocados peixinhos como o peixe-mosquito que come larvas de mosquito.

Reguladores de crescimento de lavas e predadores que comem os mosquitos, como sapos, também são colocados no parque como modo de prevenção.

Mas e quando os mosquitos, mesmo assim, aparecem?

Em épocas de surto de doenças infeccionadas, a Disney distribui repelentes contra mosquitos no parque (Foto: Reprodução/ Blog My Mickey Vacation Travel)

É de se esperar que, apesar de todos os esforços da Disney, alguns mosquitos ainda consigam entrar no parque ou proliferar doenças infecciosas nos arredores. Na década de 1990, os Estados Unidos sofreram com uma epidemia de encefalite, uma doença que causa inflamação no cérebro.

Diante desse cenário, a Disney investiu em métodos de prevenção, além de suas táticas diárias. Atividades ao ar livre foram suspensas em algumas atrações e os hóspedes dos Resorts foram avisados para vestirem camisetas de manga longa e não transitarem no fim da tarde.

O mesmo aconteceu no surto de Zika em 2016. A Disney entregou repelentes de graça aos hóspedes e instalou algumas bases com inseticida pelo parque.

Dá para perceber que a Disney tem uma preocupação real com a saúde e a segurança de seus visitantes. Portanto, visite os parques de forma tranquila e não se preocupe com os mosquitos, já tem muita gente pensando nisso.

Fonte: iG

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